Sobre

O petróleo é o principal produto comercializado no mercado internacional, atendendo a uma grande parcela das necessidades energéticas globais. Isso significa dizer que, no atual padrão tecnológico, em que a energia fóssil é a força motriz tanto na produção quanto na comercialização de qualquer produto, o petróleo é um dos elementos-chave da economia mundial.   O cenário atual do petróleo no mundo é marcado por uma mudança de parâmetros que afeta todas as fases de sua cadeia produtiva, seus derivados e também a relação com seu mercado consumidor.  Por um lado ocorre uma diminuição evidente das reservas de óleo mais acessíveis enquanto se observa o aumento da exploração e produção de petróleo não convencional (shale gás) e o fortalecimento do uso de energia de fontes renováveis. Por outro lado, a recente queda no valor do barril de petróleo (de mais de US$100,00 para menos de US$ 50/ barril) torna imperioso que estas atividades sejam efetuadas de forma eficiente e ao menor custo.   No Brasil as descobertas de grandes reservas nas camadas de pré-sal alteraram significativamente o ambiente de produção de petróleo, bem como de toda a cadeia envolvida nestas atividades.  Os volumes existentes demandam e justificam o desenvolvimento de novos métodos e tecnologias para sua extração bem como geram escala para instalação no Brasil de novas indústrias de bens e serviços.

A indústria do petróleo, marcada por grandes escalas de produção, exige uma grande quantidade de recursos mobilizados, apresentando, com isso, um altíssimo nível de complexidade operacional relacionada aos seus vários processos. Além disso, justamente pelas grandes escalas envolvidas, é razoável que a introdução de pequenas melhorias nos processos se traduzam em ganhos bastante relevantes na operação como um todo.   Outra característica importante da indústria do petróleo é a intensidade de investimentos e a magnitude dos custos incorridos nas fases iniciais dos projetos, referentes às fases de exploração, avaliação e desenvolvimento de um campo. Nessas fases, tecnologias extremamente caras e complexas são utilizadas e um tempo significativo é gasto, fazendo com que os retornos, obtidos com a produção e comercialização, sejam postergados nesta fase um eficiente projeto do sistema produtivo é essencial.  Com o passar do tempo e o amadurecimento dos campos, importantes questões de manutenção da eficiência operacional e da capacidade produtiva se colocam. Por se tratar de uma indústria geograficamente dispersa com grande cadeia de fornecedores, com pontos de produção e distribuição espalhados por toda vasta área, metodologias e ferramentas de gestão de operações análise logística são de vital importância. 

Por outro lado, diferentes fatores ligados a sustentabilidade e a questões ambientais bem como a disponibilidade de áreas cultiváveis tem colocado o Brasil como um potencial produtor de biocombustíveis.  Novamente problemas de definição de uma rede logística desde a coleta das matérias primas, transformação, distribuição e integração com a rede de distribuição de derivados de petróleo se mostram importantes para a viabilidade e efetividade desta indústria.

Diante deste cenário altamente competitivo, aliado ao nervosismo característico do mercado de petróleo mundial e a complexidade do sistema logístico de distribuição de petróleo, derivados e biocombustíveis no Brasil, com pontos de produção e refino espalhados por toda sua extensão geográfica, ferramentas de análise da cadeia de petróleo são de vital importância.  Todos os elos que compõe esta cadeia devem estar consistentes e sincronizados para que seja evitada excessiva sub-otimização.  Consciente de que é impossível construir um modelo global que analise as decisões em todos os níveis hierárquicos da cadeia ao mesmo tempo, surge então, a necessidade de ferramentas de apoio a decisão que sejam capazes de lidar com  a enorme quantidade de informações em cada nível, prover soluções baseadas em indicações dos níveis superiores e servirem de instrumentos de what-if no traçado de decisões pelo decisor.  Além disto a existência de dispositivos que permitem coletar, transmitir e armazenar dados em tempo real, bem como o desenvolvimento de computadores, sistemas e metodologias que permitem tratar de problemas cada vez mais complexos em tempo cada vez mais curto impõe uma mudança de paradigma.  Sair dos sistemas de apoio a decisão passivos para sistemas que incorporem algum tipo de inteligência, dando respostas em tempo real, ou antevendo possíveis cursos de ação e encontrando soluções robustas que contemplem estes diferentes curso.

É no contexto da situação descrita acima que se insere a atuação do LORDE. Associamos experiência na indústria do petróleo advinda da atuação de seu corpo docente e discente com as pesquisas que temos praticado na área de PO do Programa de Engenharia de Produção da COPPE. Propomo-nos a desenvolver modelos para projeto, programação e simulação na cadeia de petróleo e gás natural e biocombustíveis, proporcionando melhores condições de competitividade, lucratividade e eficiência às empresas nacionais, bem como sirvam como ferramentas de análise aos órgãos governamentais que regulam o setor.

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